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FUNÇÃO AUDITIVA CENTRAL E PERCEPÇÃO VISUAL DE ESCOLARES SUBMETIDOS À ESTIMULAÇÃO AUDITIVA, VISUOMOTORA E NEUROAUDITIVA (SENA)
Tese apresentada à Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, para obtenção do título de Doutor em Ciências - Fga. Drª Sandra Nunes Alves Viacelli
Publicado em
Agosto de 2019
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Resumo

Objetivo. Verificar a eficácia de um Programa de Intervenção que consistiu de três tipos de estimulações, apresentadas de forma isolada e combinada: Estimulação NeuroAuditiva (SENA); Estimulação Visuomotora; e, Treinamento Auditivo Acusticamente Controlado (TAAC), na função auditiva central e na percepção visual de escolares.
 
Métodos. Participaram 30 escolares de 8 a 11 anos de idade, sendo 15 meninos. Foram incluídas crianças com limiares auditivos normais e com dificuldades no aprendizado escolar, dentre as atendidas na clínica fonoaudiológica da instituição. Foram excluídas crianças sem disponibilidade para participar deste estudo longitudinal, com evidências de agravos neuropsiquiátricos, com alteração do processamento auditivo em apenas um teste comportamental e percepção visual normal na triagem realizada.
 
Os procedimentos do estudo foram: avaliação do processamento auditivo quanto às habilidades de resolução e ordenação temporal, figura-fundo em escuta monótica e dicótica, questionário respondido pelos pais sobre os comportamentos auditivos na comunicação do dia a dia, escala SAB, avaliação da percepção visual, DTVP 2 e avaliação do potencial evocado de curta latência (FFR) e longa latência (p300).
 
A primeira avaliação realizada com os procedimentos do estudo foi denominada tempo 1. Após o primeiro tipo de estimulação foi realizada a reavaliação, denominada tempo 2. Somente após o término do programa foi realizada a última avaliação denominada tempo 3. Os indivíduos foram submetidos a um programa de intervenção, que consistiu no uso de três tipos de estimulação diferentes, com duração de sete horas e meia cada uma: SENA, TAAC e VISUOMOTOR, apresentadas em sequências variadas.
 
A primeira sequência foi denominada GRUPO 1 (SENA, VISOMOTOR, TAAC), a segunda sequência intitulada GRUPO 2 (VISOMOTOR, SENA E TAAC) e, a terceira sequência, GRUPO 3 (TAAC, SENA E VISOMOTOR). Dentre as estimulações oferecidas, duas foram estimulações auditivas, isto é, TAAC e SENA e a restante, visuomotora (placebo). O TAAC foi realizado conforme o utilizado na prática clínica. O SENA consistiu em uma estimulação auditiva de música e fala intermitente, oferecida via fones de ouvido para a criança enquanto ela realizava uma atividade motora, através de jogos no computador. Utilizou-se um conversor analógico, o qual possibilitou a aplicação do SENA em três crianças ao mesmo tempo. A estimulação visuomotora consistiu em atividades de orientação espacial, equilíbrio, consciência segmentária dos membros e coordenação visuomotora, realizada em grupos de cinco crianças.
 
Os participantes foram distribuídos por conveniência em cada grupo de intervenção. Atentou-se a distribuição da faixa etária por grupo de intervenção, sendo cada um composto por três crianças de 8 anos, três crianças de 9 anos, duas de 10 anos e duas de 11 anos de idade, totalizando 10 participantes por grupo.
 
Resultados. Em uma análise longitudinal, para verificar a eficácia do programa de intervenções, observou-se diferença estatisticamente significante, entre os três momentos, para 95% das variáveis analisadas.
 
Em uma análise transversal, para verificar o desempenho entre os grupos em cada tempo, não ocorreram diferenças estatisticamente significantes no tempo 1. No tempo 2, verificou-se diferença estatisticamente significante para latência da onda E, no FFR, e para o TPD, nas tarefas de imitação e nomeação, para o grupo 3, indicando efeito da sequência de intervenção iniciada pelo TAAC. Além disso, no escore total da escala SAB, verificou-se diferença de desempenho estatisticamente significante para o grupo 1, indicando efeito da sequência de intervenção iniciada pelo SENA. No tempo 3, as significâncias estatísticas ocorreram para a latência p3, na orelha direita e esquerda, no grupo 3, indicando efeito da sequência de intervenção iniciada pelo TAAC. E, ainda no tempo 3, observou-se melhora no TDD do grupo 1, na orelha esquerda, indicando efeito da sequência de intervenção iniciada pelo SENA.
 
Conclusão. Houve eficácia dos procedimentos terapêuticos usados na pesquisa. As melhores opções de tratamento ficaram a cargo do grupo 1 (iniciado pelo SENA) ou grupo 3 (iniciado pelo TAAC).
 
Os resultados deste estudo devem ser interpretados de forma parcial, uma vez que a amostra não permite generalizações, necessitando de pesquisas adicionais para melhor compreensão sobre os achados encontrados para o SENA.
 
Palavras-Chave: Potenciais evocados auditivos; Processamento espacial visual; Percepção auditiva; Atividade motora; Reabilitação.
 
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